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O amor vai alĂ©m das datas comemorativas de um casal, se elas fossem demonstraçÔes de afeto, um calendĂĄrio era o melhor presente. Mas existiu um tempo em que a gente vivia tentando nĂŁo se esquecer das coisas sobre nĂłs. A data do primeiro oi, primeiro beijo, abraço, carinho, do se cuida, a data do mĂȘs de namoro, e tantas outras. Teve atĂ© um momento em que vocĂȘ esqueceu do meu aniversĂĄrio e eu percebi que dane-se, eu tenho vocĂȘ e Ă© isso que me importa. Datas sĂŁo dias numerados para um provĂĄvel fim, quem precisa delas quando a vida inteira Ă© o que nos resta?
Eu nĂŁo tive ninguĂ©m por muito tempo. Nunca conheci ninguĂ©m tĂŁo corajoso que teve a audĂĄcia de se arriscar e ficar do meu lado por um longo perĂodo. JĂĄ cheguei a pensar que o problema era propriamente comigo, que Ă s vezes nĂŁo consigo lidar muito bem com as coisas boas que disponho. Tenho mania de colocar na cabeça que se eu parar de demonstrar tanto valor para as pessoas ou parar de correr atrĂĄs delas, as coisas se resolvem. Mas ninguĂ©m sabe que isso Ă© apenas o meu jeito interno de proteção. E nĂŁo me protejo porque quero. Apenas nĂŁo aprendi a deixar a guarda baixa. Eu sou uma pessoa com uma incrĂvel facilidade de amar e exatamente por isso que me reprimo tanto. Tenho medo de me encantar novamente por alguĂ©m que simplesmente deixe a magia acabar meia-noite. Que nĂŁo luta, nĂŁo se esforça e permanece neutro vendo tudo se acabar rapidamente. Na mesma velocidade que começou. Mas queria que com vocĂȘ fosse diferente. Te imploro que continue insistindo em mim porque ainda tenho esperanças. Me faz acreditar que ainda vale a pena lutar por alguĂ©m, nem que seja apenas uma pequena porção, que vale a pena ir contra tudo pela nossa felicidade. Olha na minha alma, encara o meu ser, vai alĂ©m da minha pele e me marca com o seu amor. Sei que uma hora essas armaduras que entornam meu peito e me bloqueiam de confiar e amar de novo vĂŁo cair. SĂł preciso que vocĂȘ seja forte o suficiente e tenha vontade de derrubĂĄ-las. Eu acredito nisso. E preciso que vocĂȘ acredite tambĂ©m. Porque senĂŁo eu continuo fixo nesse modo de proteção com medo de me machucar mais uma vez. E se vocĂȘ me perguntar porque eu sou assim, eu respondo que por muito tempo dependi demais das pessoas e acabei sempre assistindo o mesmo cenĂĄrio: Todas indo embora. Ainda estou um pouco surpreso que alguĂ©m permaneça.